A premiada historiadora está transformando a maneira como crimes notórios são contados, deslocando o foco dos assassinos para as vítimas. Seu trabalho anterior, que revisitou os crimes de Jack the Ripper sob a perspectiva das mulheres assassinadas, gerou tanto reconhecimento quanto polêmica. Agora, ela aplica a mesma abordagem a outro caso histórico, destacando a vida da vítima, cuja história foi ofuscada pela fama do criminoso.
A autora explica que o processo de escrever sobre esses temas é desafiador, não apenas pela complexidade da pesquisa, mas também pelas expectativas criadas após o sucesso de seu livro anterior. A obra, vencedora de um importante prêmio de não ficção, provocou debates ao questionar a narrativa tradicional centrada em figuras criminosas, atraindo até mesmo críticas de grupos dedicados ao estudo desses casos.
Apesar das controvérsias, seu trabalho tem sido celebrado por trazer uma nova perspectiva ao gênero true crime, humanizando aqueles que foram esquecidos pela história. A historiadora ressalta a importância de contar essas histórias com sensibilidade, evitando a glamorização da violência e dando voz às vítimas. Seu objetivo é não apenas informar, mas também refletir sobre como a sociedade narra e consome histórias de crimes.