O livro em questão examina a complexa e muitas vezes contraditória noção de liberdade de expressão, destacando como ela tem sido usada como um mantra por grupos privilegiados. Em um momento em que figuras públicas defendem discursos absolutistas sobre o tema, o autor argumenta que a liberdade de expressão nem sempre é aplicada de forma equitativa. Jornalistas enfrentam ameaças e censura, enquanto agências governamentais restringem linguagem, demonstrando que o conceito é flexível e frequentemente manipulado.
A obra de Fara Dabhoiwala traça um histórico minucioso, mostrando como a liberdade de expressão foi instrumentalizada ao longo do tempo por aqueles que detêm poder e riqueza. O autor observa que muitos dos que hoje clamam por uma suposta ameaça à liberdade de fala pertencem justamente a grupos já privilegiados, revelando uma contradição no discurso. A liberdade, assim como a riqueza, é algo que poucos consideram ter em abundância, mesmo quando já desfrutam de vantagens significativas.
O texto convida à reflexão sobre quem realmente se beneficia do discurso da liberdade de expressão e como ele pode ser usado para manter desigualdades. Em vez de um ideal universal, a liberdade de fala muitas vezes serve a interesses específicos, especialmente em um cenário onde o poder econômico e político dita as regras. A obra surge como um contraponto necessário em um debate frequentemente polarizado e superficial.