A Gucci, uma das principais marcas de luxo do mundo, enfrentou uma queda significativa de 30% em sua receita sob a administração do conglomerado Kering. Enquanto outras grandes marcas do setor seguem em crescimento, a queda da Gucci é atribuída, entre outros fatores, à perda de conexão com sua herança e legado. Em contraste, Alexandra Gucci Zarini, herdeira da marca, decidiu lançar sua própria label de luxo, a AGCF, com uma proposta diferente, focada em ética, responsabilidade e sustentabilidade.
A AGCF, que representa um novo modelo de negócios para o luxo, destina 20% de seus lucros para iniciativas beneficentes, incluindo causas voltadas para mulheres, crianças e o meio ambiente. Além disso, a marca se compromete com a produção responsável, evitando práticas de exploração trabalhista e priorizando o respeito aos artesãos. A AGCF também se distingue ao escolher oficinas familiares na Espanha para a fabricação de suas peças, em vez da Itália, devido a questões relacionadas à exploração de trabalhadores.
Lançada em abril de 2024, a AGCF começa com uma linha de bolsas e joias, com preços acessíveis, e aposta na venda online e em uma boutique em Beverly Hills. A marca também firmou parcerias com varejistas internacionais, incluindo a rede japonesa Takashimaya, que compartilha dos valores éticos da AGCF. O objetivo de Alexandra é transformar a indústria de luxo, promovendo um “luxo com propósito” que alinha estética com responsabilidade social e ambiental.