As ações da Hapvida (HAPV3) operam em queda de 1,69% nesta quarta-feira (19), após uma alta de 4% na sessão anterior. O movimento de ontem foi impulsionado pela expectativa de melhora no índice de sinistralidade médica (MLR), com base na publicação antecipada de dados financeiros de 2024 das entidades reguladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esses números preliminares, embora não representem os resultados consolidados da empresa, são considerados indicadores importantes, segundo o JPMorgan, que observa que a análise das entidades reguladas pode sugerir tendências para os resultados da companhia.
No entanto, a reação positiva dos investidores na véspera coloca em risco o desempenho das ações, considerando o histórico recente de punições severas a perdas nas temporadas de balanços, especialmente no setor de saúde. A Hapvida publicará seus resultados do 4T24 após o fechamento do mercado nesta quarta-feira. O JPMorgan alerta para a possibilidade de distorções nos números financeiros, causadas por maiores provisões e pagamentos judiciais, o que pode prejudicar a avaliação do desempenho da empresa. A instituição, porém, mantém sua recomendação de compra para os papéis, considerando o ajustamento das provisões pela companhia.
Por outro lado, o BBI acredita que os sinais iniciais são positivos, destacando a redução dos depósitos judiciais cíveis e o controle do MLR. Contudo, o banco aponta a falta de detalhes sobre reverter possíveis provisões, saques e novos depósitos, o que limita uma análise mais conclusiva. Além disso, o BBI observa que, apesar de 58% dos R$ 900 milhões cobrados em 2024 já terem sido pagos ou parcelados, a reversão nos depósitos para reembolsos do SUS parece incerta. O banco manteve a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 3,50 para as ações da Hapvida.