O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou intensificar a guerra comercial global, impondo novas tarifas sobre produtos da União Europeia (UE). A medida foi anunciada após países do bloco europeu sinalizarem a implementação de tarifas retaliatórias sobre produtos americanos, como resposta às barreiras comerciais impostas pelos EUA. As novas tarifas, que já afetaram o aço e alumínio, estão sendo vistas com preocupação por investidores e empresas, que temem um impacto negativo na economia global e possíveis efeitos recessivos nos EUA.
A União Europeia, por sua vez, reagiu com contramedidas que poderiam atingir até US$ 28 bilhões em produtos dos EUA. No entanto, a Comissão Europeia se mostrou aberta a retomar as negociações com os Estados Unidos, buscando uma solução que não sobrecarregasse ainda mais as economias envolvidas. Enquanto isso, o Canadá, maior fornecedor de aço e alumínio para os EUA, também impôs tarifas retaliatórias, gerando um desgaste nas relações bilaterais. Essa escalada na guerra comercial tem gerado incertezas sobre o futuro das economias afetadas e o comércio internacional.
O aumento das tarifas tem causado volatilidade nos mercados financeiros e gerado receios entre as empresas, que temem um impacto direto sobre os consumidores e a saúde industrial. Alguns setores, como o automobilístico e o químico, já começam a observar um cenário de enfraquecimento das vendas. Ações de grandes empresas também foram afetadas, refletindo o nervosismo dos investidores quanto ao desenrolar da disputa. Economistas alertam para o risco de uma recessão nos EUA, caso as tensões comerciais se mantenham.