O governo canadense respondeu às tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos como aço e alumínio com a aplicação de taxas de 25% sobre diversos itens importados dos Estados Unidos. Essa medida gerou uma crescente onda de nacionalismo no Canadá, com consumidores e comerciantes se unindo em um esforço para boicotar produtos americanos. O impacto dessa guerra comercial já é visível nos preços e nas preferências de compra, com consumidores favorecendo produtos de origem canadense e europeia, e comerciantes reduzindo suas importações dos Estados Unidos.
O conflito comercial também afetou o setor de turismo, com uma queda significativa de 23% no movimento nas fronteiras entre os dois países desde que as tarifas começaram a ser aplicadas. Muitos canadenses que planejavam viajar para os Estados Unidos optaram por destinos internos, como o Yukon, em busca da aurora boreal. Isso reflete uma mudança de comportamento entre a população, que, diante do aumento das tensões, prefere investir no turismo dentro de seu próprio país, em vez de gastar no exterior.
Além do impacto econômico imediato, a disputa entre Canadá e Estados Unidos tem aproximado ainda mais as províncias canadenses, especialmente a província de Quebec, com sua população de língua francesa, que já tem histórico de movimentos separatistas. O conflito tem alimentado um sentimento de unidade entre os canadenses, que se veem cada vez mais distantes de seu vizinho americano, fortalecendo um sentimento de identidade nacional em meio às dificuldades econômicas.