O governo federal sugeriu um corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família para ajustar a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, mas a medida não gerou grande impacto no mercado, pois foi considerada insuficiente, especialmente em face das novas despesas propostas, como a inclusão de recursos para o Auxílio-Gás e benefícios previdenciários. A proposta de ajuste não conseguiu sustentar o movimento nos juros futuros, que reagiram inicialmente à informação, mas acabaram refletindo uma situação mais complexa, com o mercado reagindo principalmente ao comportamento dos rendimentos dos Treasuries nos EUA.
No cenário doméstico, o governo também sugeriu ajustes em outras áreas, incluindo um acréscimo de R$ 3 bilhões para o Auxílio-Gás e cerca de R$ 7,8 bilhões para benefícios previdenciários, o que complicou a perspectiva de um corte eficiente no orçamento. A combinação dessas novas despesas, com o ajuste proposto no Bolsa Família, gerou um ambiente de incerteza no mercado, com analistas ressaltando que a medida parece ser insuficiente, especialmente considerando o contexto político atual.
Além disso, o Brasil enfrentou desafios adicionais com a inflação, cujo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou 1,31% em fevereiro, ligeiramente abaixo das expectativas, mas com um comportamento preocupante nos serviços. Esse cenário reflete um ambiente econômico global instável, com os Treasuries dos EUA registrando alta após um aumento nos preços de componentes do índice de preços ao consumidor, o que trouxe mais volatilidade para o mercado financeiro.