O governo de Luiz Inácio Lula da Silva oficializou, em 18 de março de 2025, o envio de um projeto de lei que propõe aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de R$ 3.036 para R$ 5.000. Caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, a mudança passará a valer a partir de 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a importância da medida, chamando-a de a primeira reforma tributária significativa sobre a renda no Brasil.
A proposta tem como objetivo beneficiar cerca de 20 milhões de brasileiros, que ficariam isentos do pagamento do imposto ao receberem até R$ 5.000 mensais. A medida foi comemorada como uma forma de alívio para as camadas de renda mais baixa, com o intuito de impulsionar a economia e aumentar o poder de consumo da população. No entanto, especialistas alertam que a isenção terá impacto nas finanças estaduais e municipais, com uma perda estimada de R$ 25 bilhões para esses entes federativos.
A reforma tributária é vista como um passo importante na redistribuição de recursos, mas também enfrenta desafios no Congresso, onde poderá sofrer alterações. Apesar dos possíveis impactos fiscais, o governo considera a proposta uma maneira de garantir maior justiça fiscal, beneficiando a classe média e os trabalhadores de menores rendas, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a economia interna.