O governo atual e as Forças Armadas decidiram não marcar o aniversário do golpe militar de 1964, tratando o dia 31 de março como uma data comum. Essa decisão, que já havia sido adotada em governos anteriores e suspensa apenas durante a gestão passada, gerou críticas de aliados, que consideram o silêncio constrangedor, especialmente após os recentes eventos golpistas de 8 de janeiro. O ministro da Defesa tem sido um dos principais defensores da medida, argumentando pela necessidade de distensão entre o governo e os militares, mesmo sob acusações de envolvimento de setores das Forças Armadas nos ataques a Brasília.
Enquanto o governo opta pelo silêncio, membros de um partido político organizaram atos públicos para lembrar as violações cometidas durante a ditadura militar, incluindo uma manifestação na Avenida Paulista e um evento na PUC-SP. Participantes destacam a importância de resgatar a memória do período, reforçando a oposição a qualquer tentativa de minar a democracia. A universidade, que foi palco de repressão durante a ditadura, simboliza a resistência contra a revisão da anistia aos responsáveis por danos às instituições democráticas.
O Ministério dos Direitos Humanos afirmou que suas ações estão alinhadas com a defesa da democracia, embora não tenha anunciado eventos específicos para a data. Enquanto isso, representantes partidários minimizaram a ausência de posicionamento oficial, destacando que a agenda do governo tem outras prioridades. Apesar das divergências, há reconhecimento de que o atual governo mantém compromisso com as instituições democráticas, como demonstrado pela criação de iniciativas como o Observatório da Democracia.