O governo dos Estados Unidos recorreu à Alien Enemies Act, uma lei de 1798, para deportar imigrantes venezuelanos, alegando que estavam envolvidos em atividades criminosas, incluindo crimes violentos e envio de dinheiro para o país de origem. A medida foi defendida por autoridades da administração Trump, que a classificaram como necessária para a proteção da segurança nacional. No entanto, a Venezuela refutou as alegações de envolvimento dos deportados com gangues criminosas, especificamente com a organização Tren de Aragua, identificada pelos EUA como um grupo terrorista.
Apesar de um juiz ter bloqueado temporariamente as deportações, o governo dos EUA manteve sua posição, argumentando que a ação era justificável para combater ameaças à segurança pública. A secretária de Justiça, Pam Bondi, destacou a necessidade de garantir a segurança dos cidadãos americanos, enquanto o assessor de segurança nacional Mike Waltz associou o grupo a um suposto apoio do regime venezuelano. Contudo, a Venezuela negou qualquer envolvimento com essas atividades, e a disputa sobre as deportações continua nos tribunais.
A situação gerou preocupações no âmbito jurídico, com analistas destacando o potencial aumento do confronto entre o executivo e o judiciário. A questão também levantou debates sobre as implicações constitucionais das ações do governo Trump, que se vê pressionado a fornecer mais informações sobre o processo de deportação. O caso segue em andamento, com o governo federal aguardando um prazo judicial para responder às solicitações sobre o uso da lei para tais deportações.