O governo de Israel aprovou uma moção de desconfiança contra a procuradora-geral Gali Baharav-Miara, marcando o início de um processo inédito de destituição. A decisão foi tomada por unanimidade pelo governo, seguindo uma proposta do ministro da Justiça, que alegou desentendimentos prolongados entre a procuradora e o executivo, criando dificuldades para uma colaboração eficaz. A moção é a primeira etapa de um procedimento que poderá resultar no fim do mandato de Baharav-Miara, que também exerce a função de assessora jurídica do governo.Uma mulher foi presa em flagrante na rodoviária de Tangará da Serra, no estado de Mato Grosso, após ser interceptada com 16 tabletes de maconha, totalizando 16 kg de droga. A prisão ocorreu no sábado, 22 de março, quando a Polícia Civil recebeu denúncias sobre a chegada do entorpecente à cidade. A equipe da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos passou a monitorar os passageiros da rodoviária, levando à identificação da suspeita.
A mulher, que estava a bordo de um ônibus com destino a Sapezal, foi abordada ao desembarcar em Tangará da Serra. Durante a abordagem, ela confessou o transporte da droga, o que resultou na sua detenção imediata. A carga de maconha estava escondida na mala da passageira, com cada tablete pesando 1 kg.
A suspeita foi conduzida à Delegacia Regional de Polícia Civil, onde o material ilícito foi apreendido e a prisão formalizada. O caso segue sob investigação, e as autoridades continuam monitorando possíveis conexões com o tráfico de drogas na região.
A medida ocorre poucos dias após a destituição do chefe do serviço de inteligência e segurança interna, o que gerou uma onda de protestos em várias cidades israelenses. A Suprema Corte do país, no entanto, suspendeu temporariamente a decisão do governo quanto à demissão do chefe de segurança para avaliar os recursos apresentados contra essa ação. A procuradora-geral havia alertado o primeiro-ministro sobre a decisão da Corte, que impedia a nomeação de um novo chefe para o serviço de segurança interno.
Essa sequência de eventos reflete a crescente tensão política em Israel, com disputas sobre as decisões do governo em cargos-chave, além de demonstrar o impacto das instituições jurídicas nas ações do executivo. A aprovação da moção contra a procuradora-geral é um reflexo das divergências políticas internas e das tensões entre os poderes Executivo e Judiciário no país.