Em Goiânia, um grupo de golpistas criou um falso banco que funcionava em um prédio de luxo e utilizava imóveis como garantia de empréstimos fraudulentos. De acordo com a Polícia Civil, os criminosos convenciam vítimas a oferecer seus imóveis como garantia para liberar um suposto empréstimo destinado a um cliente VIP. No entanto, o empréstimo nunca era realizado em nome das vítimas, mas sim de terceiros, o que permitia aos golpistas transferir os imóveis e vendê-los para pessoas de boa-fé. O golpe gerou um prejuízo de mais de R$ 3 milhões, e a operação policial identificou pelo menos dez vítimas.
A operação “La Casa de Papel”, realizada pela Polícia Civil de Goiás, levou ao cumprimento de 83 mandados judiciais, incluindo buscas, apreensões e bloqueio de bens dos suspeitos. Foram sequestrados bens no valor de R$ 3 milhões, como relógios e uma caminhonete, mas ninguém foi preso até o momento. A investigação começou após as vítimas registrarem as primeiras denúncias, e, ao perceberem que o golpe estava sendo descoberto, os golpistas encerraram as atividades do banco falso.
A operação contou com a colaboração do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Anápolis e foi realizada nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Sobradinho, no Distrito Federal. A Polícia Civil segue investigando o caso e buscando mais detalhes sobre o funcionamento da fraude e os responsáveis pela operação ilegal.