A Gol Linhas Aéreas reportou um prejuízo líquido de R$ 5,1 bilhões no quarto trimestre de 2024, um aumento de aproximadamente quatro vezes e meia em comparação ao mesmo período do ano anterior. A empresa, em recuperação judicial nos Estados Unidos, também registrou um Ebitda negativo de R$ 443 milhões, invertendo um resultado positivo de R$ 1,6 bilhão em 2023. A margem Ebitda, que era de 32% no final de 2023, caiu para -8% no ano passado, refletindo pressões financeiras e operacionais.
A desvalorização do real frente ao dólar impactou significativamente as despesas financeiras da companhia, que saltaram de R$ 2,05 bilhões para R$ 5,54 bilhões. Apesar de um crescimento de 9,5% na receita líquida, alcançando R$ 5,52 bilhões, os custos operacionais subiram quase 69%, impulsionados por aumentos em serviços terceirizados (96%) e materiais de manutenção (39%). A Gol encerrou 2024 com um caixa de R$ 2,5 bilhões, acima dos R$ 783 milhões do ano anterior, mas sua dívida líquida cresceu 67,5%, chegando a R$ 32,2 bilhões.
Para 2024, a companhia projeta uma receita líquida entre R$ 22,1 bilhões e R$ 22,7 bilhões, com Ebitda recorrente estimado entre R$ 5,7 bilhões e R$ 5,9 bilhões. A Gol também busca uma fusão com a Azul e reduziu sua frota para 138 aeronaves, ante 141 em 2023. As expectativas indicam uma possível recuperação, embora os desafios financeiros e a alta alavancagem permaneçam como obstáculos significativos.