Gleisi Hoffmann assume, nesta segunda-feira (10), a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo federal, com a missão de fortalecer a relação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os partidos aliados. A SRI tem como função intermediar a articulação entre o Executivo e o Legislativo, além de dialogar com estados, municípios e entidades da sociedade civil. Gleisi enfrenta o desafio de reconectar o governo com as siglas que compõem a base aliada, especialmente em um momento de queda na popularidade de Lula e de tensões com partidos do Centrão.
A nomeação de Gleisi ocorre em meio a um cenário de disputas internas, onde partidos como União, PP, MDB e PSD buscam mais espaço no governo e pressionam por maior influência nas decisões ministeriais. Apesar de terem representantes no Executivo, esses partidos ainda questionam o equilíbrio da reforma ministerial e ameaçam deixar a base de apoio. Além disso, Gleisi terá de lidar com as movimentações políticas de olho nas eleições de 2026, quando a reeleição de Lula ou a ascensão de outro nome petista será um tema crucial para as alianças.
Outro desafio de Gleisi será a articulação de propostas prioritárias do governo, como a reforma do Imposto de Renda e a PEC sobre segurança pública. A primeira, que inclui a isenção para quem ganha até R$ 5 mil, encontra resistência no Congresso, especialmente no que diz respeito ao financiamento da medida. A segunda proposta, que visa mudanças nas políticas de segurança, enfrenta críticas de governadores, que temem a perda de autonomia dos estados. Gleisi terá que navegar por essas resistências e garantir o apoio necessário para a aprovação dessas iniciativas.