Enquanto um grupo seleto de pessoas aproveita os camarotes luxuosos no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, um grande número de funcionários trabalha intensamente para garantir o bom andamento do evento. Esses trabalhadores, que atuam em diversas funções como limpeza, segurança e serviços de alimentação, enfrentam jornadas de até 15 horas seguidas, muitas vezes em pé, para garantir o conforto dos participantes, que pagam até R$ 3.760 por uma noite de diversão.
Os trabalhadores, como Bruno Silva e Lucas Durães, que atuam na limpeza e na segurança, relatam que os baixos valores pagos por suas diárias, que variam de R$ 120 a R$ 240, são necessários para complementar a renda. Para muitos, essas oportunidades são uma forma de garantir a sobrevivência diante da dificuldade em encontrar empregos formais. Apesar das condições desafiadoras e da diferença de classe evidente entre os foliões e os funcionários, muitos se mostram gratos pela chance de trabalho temporário, que ajuda a manter as contas em dia.
Enquanto isso, algumas pessoas que atuam em funções como a promoção de marcas, que recebem diretamente das empresas contratantes, têm a chance de ganhar um pouco mais, cerca de R$ 500 por dia, com uma carga de trabalho igualmente extenuante. No entanto, todos os trabalhadores, de diferentes áreas, concordam que a alta exigência do evento, somada às longas jornadas, torna o trabalho fisicamente e emocionalmente desafiador, com poucos momentos de descanso durante a maratona de 12 horas de trabalho.