No Vale do São Francisco, produtores de frutas, como a videira e a mangueira, devem entender a fotossíntese das plantas C3, que envolve um processo específico e, muitas vezes, a fotorrespiração, que consome energia. Durante o ciclo da videira, após a poda, a planta utiliza as reservas acumuladas nos ramos e, quando estas se esgotam, recorre às reservas das raízes. A sincronia entre a produção e o consumo de energia é crucial para otimizar o crescimento das plantas e a qualidade dos frutos, exigindo um manejo holístico que considere o ecossistema e as interações ambientais.
A fotossíntese é essencial para a vida na Terra, pois, por meio dela, as plantas convertem dióxido de carbono e água em açúcares utilizando a luz solar, liberando oxigênio como subproduto. Esses açúcares são a base para o crescimento e a produção das plantas, sendo determinantes para o vigor da cultura e para as reservas energéticas para o próximo ciclo. A eficiência fotossintética tem impacto direto na qualidade dos frutos e no desenvolvimento das plantas, influenciando a capacidade delas de se adaptarem aos estresses ambientais, como radiação excessiva, temperaturas extremas e danos causados por pragas.
A ecofisiologia, ramo que estuda a relação entre as plantas e o ambiente, integra a fotossíntese e a respiração para compreender o balanço entre a produção e o consumo de energia. O entendimento desse processo permite aos produtores adotarem práticas mais eficientes, gerenciando melhor os insumos e ajustando o uso de produtos conforme as necessidades reais da cultura. Com uma abordagem bem fundamentada, é possível otimizar as condições para o desenvolvimento das plantas e melhorar a produtividade nas lavouras.