Em sua primeira entrevista desde a renúncia, em novembro passado, o ex-líder da Igreja da Inglaterra reconheceu que falhou ao não agir de forma eficaz diante de um caso envolvendo um abusador serial. Ele explicou que, na época, estava sobrecarregado pelo volume de denúncias de abuso que surgiam diariamente, muitas delas relacionadas a falhas passadas da instituição. Segundo ele, a situação tornou-se “absolutamente avassaladora” em poucas semanas, dificultando a tomada de decisões adequadas.
O ex-líder destacou que, naquele momento, o caso em questão parecia apenas mais um em meio a muitos outros que demandavam atenção. A crise generalizada teria prejudicado sua capacidade de responder de maneira apropriada, levando a erros que agora são reconhecidos. A entrevista não entrou em detalhes sobre os casos específicos, mantendo um tom de reflexão institucional em vez de expor indivíduos.
A declaração reforça os desafios enfrentados por instituições religiosas ao lidar com crises de abuso, especialmente quando problemas históricos ressurgem. A admissão pública de falhas busca abrir espaço para uma discussão mais transparente sobre responsabilidade e reformas necessárias, sem focar em figuras individuais. O tom da entrevista foi de accountability, evitando julgamentos precipitados ou exposição desnecessária.