Um ex-embaixador australiano argumentou que os Estados Unidos se tornaram um aliado menos confiável e mais exigente sob a segunda administração de Donald Trump, mas que a Austrália deve manter seu compromisso com o acordo de submarinos Aukus, apesar dos riscos e das crescentes preocupações políticas e militares. Em um evento organizado por um ex-primeiro-ministro, ele destacou que a pior decisão no momento seria mudar de rumo, enfatizando a importância de perseverar no projeto, que envolve um investimento de US$ 368 bilhões.
O principal obstáculo para o acordo, segundo o ex-diplomata, não é técnico, mas sim a capacidade orçamentária e a “vontade política” necessárias para sustentá-lo. A declaração foi feita durante uma conferência sobre segurança e soberania, que reuniu especialistas para discutir os desafios estratégicos enfrentados pela Austrália. O evento destacou a complexidade do cenário geopolítico atual e a necessidade de equilibrar parcerias internacionais com interesses nacionais.
Apesar das incertezas, a mensagem central foi de continuidade, com o ex-embaixador defendendo que o abandono do acordo traria mais prejuízos do que benefícios. A discussão reflete os debates em curso sobre o futuro da defesa australiana e o papel do país em um mundo cada vez mais volátil, onde alianças tradicionais podem estar em transformação.