A insegurança alimentar nos Estados Unidos continua sendo um problema significativo, especialmente após a pandemia de COVID-19, que exacerbou as dificuldades econômicas de muitas famílias. Em 2023, 13,5% dos lares americanos foram classificados como inseguros alimentares, um aumento em relação aos 10,5% registrados em 2020. O programa SNAP, que auxilia mais de 42 milhões de pessoas, é vital para combater essa crise, oferecendo benefícios para compra de alimentos básicos. No entanto, cortes orçamentários propostos pela atual administração, incluindo a redução de até US$ 230 bilhões em programas do USDA, ameaçam impactar o SNAP e aumentar a insegurança alimentar.
Além dos cortes, mudanças nas regras do programa, como a possível proibição de compra de refrigerantes com benefícios do SNAP, têm gerado preocupação entre especialistas. O novo secretário de Saúde e Serviços Humanos defende políticas mais rígidas em relação a alimentos processados, mas críticos argumentam que isso pode estigmatizar ainda mais os beneficiários e limitar sua autonomia. Estudos mostram que o SNAP não apenas reduz a insegurança alimentar, mas também impulsiona a economia, criando empregos e sustentando setores como agricultura e varejo.
Organizações de combate à fome, como a City Harvest, alertam que os cortes no SNAP podem ter efeitos devastadores, não apenas para os beneficiários, mas para toda a cadeia produtiva de alimentos. Defensores do programa destacam que a maioria dos usuários são famílias trabalhadoras que dependem dos benefícios para comprar alimentos saudáveis. Enquanto o debate sobre reformas continua, a incerteza sobre o futuro do SNAP deixa milhões de americanos em risco de perder um apoio essencial para sua subsistência.