A dívida pública federal (DPF) aumentou 3,30% em fevereiro, fechando o mês em R$ 7,492 trilhões, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional. O crescimento foi impulsionado por uma emissão líquida de R$ 165,68 bilhões e pela correção de juros de R$ 73,65 bilhões. A dívida interna (DPMFi) subiu 3,26%, atingindo R$ 7,178 trilhões, enquanto a dívida externa (DPFe) avançou 4,15%, chegando a R$ 314,34 bilhões. A participação de investidores estrangeiros na DPMFi recuou de 9,94% para 9,65%, mesmo com um leve aumento no estoque de papéis em suas mãos.
Os títulos atrelados à Selic caíram para 47,77% da DPF, abaixo da meta do Plano Anual de Financiamento (PAF), que prevê uma faixa de 48% a 52%. Já os prefixados subiram para 20,54%, dentro do intervalo esperado. A parcela da dívida a vencer em 12 meses recuou para 16,91%, enquanto o prazo médio da dívida caiu para 4,08 anos, ambos dentro das projeções do PAF. O custo médio da dívida em 12 meses subiu para 11,57% ao ano.
O Tesouro Nacional encerrou fevereiro com R$ 888,78 bilhões em reserva de liquidez, conhecida como “colchão da dívida”, valor 19,47% maior que o de janeiro. Esse montante é suficiente para cobrir 6,66 meses de pagamentos, acima do mínimo prudencial de três meses. A reserva também superou, em termos nominais, o valor registrado em fevereiro de 2024, reforçando a capacidade do país de honrar seus compromissos financeiros.