O livro “Maybe I’m Amazed” narra a jornada de um pai ao acompanhar o crescimento do filho, James, diagnosticado com autismo na primeira infância. A obra começa com uma cena marcante: o adolescente, completamente absorvido por um show de Paul McCartney, exemplificando sua profunda conexão com a música. A partir daí, o autor retrocede no tempo, descrevendo desde o nascimento do filho até como suas particularidades se manifestaram ao longo dos anos, sempre com a música como fio condutor.
A narrativa é dividida em capítulos intitulados com nomes de canções, refletindo a importância que a música—especialmente os Beatles—teve na vida de James. O autor compartilha momentos de desafio e descoberta, mostrando como a paixão do filho por repetir trechos de músicas e shows se tornou uma forma de comunicação e conforto. A abordagem é sensível, evitando estereótipos e destacando a singularidade da relação entre pai e filho.
Mais do que um relato sobre autismo, o livro é uma celebração da conexão humana e do poder transformador da arte. O autor mistura memórias pessoais com reflexões sobre paternidade, criando uma obra emocionante e universal. A música serve não apenas como pano de fundo, mas como uma linguagem que transcende barreiras, oferecendo uma mensagem de esperança e aceitação.