Moradores de São João da Boa Vista (SP) descobriram que os restos mortais de parentes foram exumados e o túmulo vendido sem seu conhecimento. A prefeitura afirmou que a administração anterior publicou editais em jornais oficiais, conforme exige a lei, mas a família alega que seus dados de contato estavam atualizados e que não foram notificados diretamente. Os ossos foram transferidos para o ossário municipal, mas os familiares exigem comprovação por DNA para garantir a identificação correta.
A situação veio à tona quando uma cuidadora visitou o cemitério e encontrou um túmulo novo no local onde seus parentes estavam enterrados. A família, que possuía documentação comprovando a compra do espaço em 1997, questionou a administração do cemitério, que confirmou a venda. Segundo a atual gestão, pelo menos 56 sepulturas foram desapropriadas em 2024, seguindo procedimentos legais, mas sem contato direto com os familiares.
A prefeitura garantiu que não haverá novas desapropriações de túmulos perpétuos e que os restos mortais estão devidamente identificados no ossário. Enquanto isso, uma ação judicial foi aberta por outra pessoa afetada pelo mesmo problema. O caso levanta questões sobre a comunicação entre o poder público e os cidadãos em processos sensíveis como este.