O Brasil enfrenta uma escassez de armazéns capazes de atender à crescente produção de grãos, com uma previsão de déficit de 118 milhões de toneladas para a safra recorde de 2025, que pode alcançar 328 milhões de toneladas. A falta de infraestrutura para armazenagem reflete um problema crônico, dificultando a vida do produtor rural, que muitas vezes é obrigado a vender a produção rapidamente, especialmente durante o pico da colheita, quando a oferta é maior e os preços estão mais baixos. Essa pressão por falta de espaços adequados também compromete a qualidade dos grãos, que podem sofrer danos no transporte e na venda apressada.
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) destaca que é necessário um maior investimento em financiamento para a construção de silos, estimando que seriam necessários cerca de R$ 15 bilhões por ano, enquanto os programas atuais de crédito preveem apenas R$ 7,8 bilhões. A medida visa garantir que os produtores possam armazenar seus grãos de forma mais eficiente, aguardando o momento mais adequado para a comercialização, o que resultaria em maiores ganhos e melhor conservação dos produtos.
Em resposta a essa situação, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) propôs ações para aumentar a capacidade de armazenamento no país. A estratégia inclui a modernização e ampliação de armazéns em estados chave, como Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais, além de parcerias com o setor privado. Essas iniciativas visam aumentar a capacidade de estocagem e, consequentemente, ajudar a otimizar a logística do agronegócio, reduzindo custos e melhorando a competitividade do setor.