A divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 trouxe expectativas de desaceleração do crescimento da economia brasileira em 2025. O PIB cresceu 3,4% em 2024, ligeiramente abaixo das projeções, e os dados do último trimestre do ano indicaram uma desaceleração, o que reforça a previsão de que o ritmo de expansão será mais modesto no próximo ano. Especialistas destacam que as decisões do Banco Central de aumentar os juros para controlar a inflação contribuíram para essa desaceleração, e a expectativa para 2025 é de um crescimento de cerca de 2%, com uma recuperação parcial impulsionada pelo setor agropecuário.
Em relação ao setor produtivo, as projeções indicam que o agronegócio deverá ter um desempenho superior, com crescimento estimado entre 7,5% e 10%, depois de uma performance prejudicada em 2024 devido a fatores climáticos. Por outro lado, a indústria deve apresentar um desempenho mais modesto, com crescimento mais fraco do que o PIB, enquanto o varejo e os serviços devem se manter equilibrados. A redução nas atividades econômicas cíclicas e o impacto do crédito e mercado de trabalho, influenciados pela política monetária contracionista, também devem ser fatores que limitam o crescimento no segundo semestre de 2025.
O Ministério da Fazenda compartilha uma visão similar, projetando um crescimento de cerca de 2% para 2025. A previsão inicial aponta para uma recuperação no primeiro trimestre do ano, impulsionada pela colheita recorde de soja, mas espera-se que o setor agropecuário contribua negativamente a partir do segundo trimestre, com uma desaceleração subsequente. A segunda metade do ano deverá apresentar um cenário de crescimento mais estável, com perspectivas de menores impulsos da política monetária e um mercado de trabalho mais frágil, refletindo um ciclo de crescimento mais contido.