A América Latina deve registrar um aumento significativo na capacidade de produção de celulose, com mais de 11 milhões de toneladas adicionais previstas entre 2028 e 2032, impulsionadas por novos projetos e expansões, especialmente no Brasil. No Mato Grosso do Sul, onde a Suzano já possui operações, concentram-se os investimentos, exigindo um capex estimado em US$ 5,4 bilhões para infraestrutura industrial e plantio de eucalipto. A disponibilidade de terras também é um fator crítico, com projeções indicando que as áreas cultivadas precisarão quase dobrar até 2032 para atender à demanda.
A infraestrutura de escoamento, como ferrovias que ligam o Mato Grosso do Sul ao porto de Santos, é considerada adequada para o aumento da produção, mas o próprio porto surge como um potencial gargalo. Embora exista capacidade ociosa atualmente, a XP alerta para a limitação de espaço para novos terminais e a alta taxa de utilização, o que pode dificultar a expansão sustentável. A análise destaca que, apesar dos desafios, empresas como Suzano e Klabin estão bem posicionadas para capitalizar essas oportunidades.
O relatório da XP mantém uma visão positiva para o setor, recomendando a compra de ações das principais players, como Suzano (top-pick) e Klabin. A conclusão reforça que, embora haja capital e terras disponíveis para a expansão, a infraestrutura portuária será o principal desafio a ser superado para garantir o crescimento contínuo da produção de celulose no país.