O exército israelense emitiu ordens para a desocupação da maior parte de Rafah, cidade no sul da Faixa de Gaza, nesta segunda-feira, 31. O movimento sugere a preparação para uma nova operação terrestre na região, coincidindo com o feriado muçulmano do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã. Israel retomou os ataques aéreos e terrestres no início deste mês após encerrar o cessar-fogo e cortou o fornecimento de suprimentos essenciais, como comida e medicamentos, para pressionar a aceitação de novos termos de trégua.
A medida ocorre enquanto o país busca intensificar suas operações até a liberação dos reféns ainda mantidos em Gaza, além de exigir o desarmamento e a saída do grupo que controla o território. Essas condições, rejeitadas anteriormente, não faziam parte do acordo de cessar-fogo. Enquanto isso, autoridades afirmaram que assumirão o controle da segurança em Gaza após o conflito, mencionando a possibilidade de reassentar parte da população em outros países, descrito como uma emigração voluntária.
Rafah, que já sofreu intensos bombardeios no ano passado, permanece sob tensão, com forças israelenses mantendo uma zona de amortecimento estratégica na fronteira com o Egito. O país justifica a presença militar na área como necessária para impedir o contrabando de armas, apesar das exigências contrárias no acordo de trégua. A situação agrava a crise humanitária na região, onde cerca de 2 milhões de pessoas enfrentam escassez de recursos básicos.