Um soldado de 19 anos foi agredido fisicamente no 13º Regimento de Cavalaria Mecanizado, em Pirassununga (SP), com objetos como cabo de vassoura e pedaços de madeira, em um episódio que envolveu abuso físico contra ele e outros recrutas. As agressões ocorreram durante uma atividade que os suspeitos chamaram de “batismo”, embora a prática fosse proibida pela instituição. O jovem, que ficou com hematomas e trauma psicológico, foi afastado do Exército e continua em tratamento médico, incluindo acompanhamento psiquiátrico e o uso de medicamentos.
Seis militares envolvidos no caso foram expulsos das forças armadas e agora enfrentam processo na Justiça Militar da União. Eles respondem pelos crimes de lesão corporal e violência contra subordinados, sendo acusados de agredir outros soldados como parte de um ritual não autorizado. O Exército brasileiro, por meio do Comando Militar do Sudeste, rejeitou a justificativa de que tais atos faziam parte de uma tradição da unidade, afirmando que comportamentos como esse são totalmente contra as normas e condutas institucionais.
O caso continua sendo investigado e segue na Justiça Militar. De acordo com a denúncia, os agressores, que já foram identificados, enfrentam penas de até dois anos de prisão se forem condenados. As outras vítimas do abuso também têm acesso a suporte médico e psicológico, conforme determinado pelo Exército, e o processo judicial está em andamento.