Um novo decreto presidencial anunciado na quinta-feira busca redirecionar os recursos do Smithsonian Institution, visando programas que promovam narrativas consideradas divisivas ou ideologicamente tendenciosas. A medida foi justificada pela alegação de que, na última década, houve um esforço coordenado para reescrever a história dos Estados Unidos, substituindo fatos objetivos por interpretações distorcidas. O objetivo declarado é garantir que as instituições culturais mantenham uma abordagem baseada em verdades históricas, sem influências ideológicas.
O anúncio destacou a preocupação com a preservação da história nacional, argumentando que narrativas distorcidas podem comprometer o entendimento público do passado. A ordem executiva pretende cortar financiamento de iniciativas que não se alinhem com essa visão, embora critérios específicos ainda não tenham sido detalhados. A medida deve gerar debates sobre o papel das instituições culturais na divulgação da história e no combate a interpretações consideradas parciais.
A reação à proposta ainda está se formando, mas especialistas alertam para os possíveis impactos na liberdade acadêmica e na diversidade de perspectivas históricas. Enquanto alguns apoiadores veem a iniciativa como necessária para corrigir vieses, outros temem que ela possa limitar o escopo de pesquisas e exposições. O desdobramento dessa política deve influenciar não apenas o Smithsonian, mas também outras instituições dedicadas à preservação da memória nacional.