Um ex-procurador e ex-deputado federal afirmou que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstra animosidade pessoal em relação a um ex-presidente da República, atualmente réu por tentativa de golpe de Estado. A declaração foi feita em uma rede social, onde foram reproduzidos tweets antigos do ministro, criticando o ex-mandatário. Os posts, publicados entre 2014 e 2022, incluem afirmações sobre suposta mediocridade e omissão, além de defesa de ações legais contra o então presidente.
O caso reacende o debate sobre a neutralidade de membros do STF em julgamentos de figuras públicas com quem já tiveram conflitos políticos. O ministro em questão, nomeado em 2023, é relator de processos ligados a eventos ocorridos em janeiro do mesmo ano e terá papel central nas decisões envolvendo o ex-presidente. Até o momento, não houve pronunciamento oficial sobre as acusações de parcialidade.
A situação levanta questões sobre a percepção de justiça e a importância de evitar conflitos de interesse em casos de alta relevância política. Enquanto o ex-presidente alega perseguição, especialistas destacam a necessidade de transparência e equilíbrio em processos judiciais que envolvam autoridades.