O ex-presidente Jair Bolsonaro falou com a imprensa nesta quinta-feira (6) antes de apresentar sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as acusações feitas pela Procuradoria Geral da República (PGR). Durante a entrevista, Bolsonaro fez uma ironia sobre as acusações de tentativa de golpe de estado, sugerindo que seria impossível que ele estivesse envolvido em tal ato, dado que estava nos Estados Unidos no momento dos ataques em Brasília, em janeiro de 2023. Ele também se defendeu das acusações de destruição de patrimônio, questionando sua capacidade de realizar um golpe a partir de outro país e destacando que nomeou comandantes das Forças Armadas para o novo governo, o que, segundo ele, tornaria a hipótese de golpe ainda mais improvável.
Em sua defesa, o ex-presidente enfatizou que não tinha força para concretizar um golpe de estado e criticou a divulgação seletiva de informações sobre depoimentos de seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou um acordo de colaboração premiada com o STF. Bolsonaro alegou que a defesa não teve acesso completo ao conteúdo da delação, o que geraria um questionamento sobre a legalidade da forma como as provas estavam sendo apresentadas. A defesa do ex-presidente também solicitou que o caso fosse julgado pelo plenário do STF, em vez de ser decidido pela 1ª Turma.
O ex-presidente enfrenta diversas acusações, incluindo organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos qualificados ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. Essas acusações estão sendo analisadas pelo STF, e a defesa continua a contestar a forma como as investigações estão sendo conduzidas, buscando garantir um julgamento mais amplo e transparente.