O ex-presidente foi formalmente tornado réu nesta quarta-feira (26.mar.2025) em um inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022. Durante sua declaração, ele afirmou que o STF pretende condená-lo a 30 anos de prisão, comparando a possível pena às sentenças aplicadas a envolvidos nos atos extremistas de 8 de janeiro de 2023, que variaram entre 14 e 17 anos. O ex-mandatário questionou a severidade das punições, citando o caso de uma cabeleireira condenada a 14 anos por pichar uma estátua do STF.
O julgamento desta quarta-feira focou no primeiro de quatro grupos denunciados pela PGR, considerado o núcleo central da organização criminosa acusada de planejar a tentativa de golpe. Entre os réus estão figuras que ocupavam cargos de alto escalão durante o governo anterior, como ex-ministros e um ex-diretor de agência de inteligência. O relator do caso, um ministro do STF, já votou por uma pena de 14 anos, com outro ministro concordando com a dosimetria, enquanto um terceiro pediu vista, suspendendo temporariamente o julgamento.
O processo segue em andamento, com expectativa de que os demais grupos sejam julgados nos próximos dias. O caso tem atraído atenção nacional devido às suas implicações políticas e à possibilidade de penas severas para os envolvidos. Enquanto isso, a defesa dos acusados tem questionado a proporcionalidade das punições, alegando excesso na aplicação da lei.