O ex-presidente das Filipinas foi preso pela Interpol em Manila, após um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) relacionado a crimes contra a humanidade cometidos durante sua campanha antidrogas. A detenção ocorreu no Aeroporto Internacional de Ninoy Aquino, onde ele retornava de uma viagem a Hong Kong. A prisão gerou tumulto, com protestos de seus assessores que alegaram violação de direitos constitucionais ao serem impedidos de se aproximar do político após sua detenção.
A investigação do TPI envolve a violência associada à guerra contra as drogas, que resultou em milhares de mortes, tanto em operações policiais quanto em execuções extrajudiciais. O TPI já havia iniciado uma apuração sobre esses crimes, mesmo após o ex-presidente ter retirado as Filipinas do órgão em 2019. As organizações de direitos humanos estimam que o número de vítimas pode superar 30 mil, enquanto os números oficiais indicam cerca de 6 mil mortos.
Apesar da resistência do ex-presidente em ser processado, o TPI tem o poder de intervir em casos de crimes internacionais graves, como genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade, independentemente da colaboração ou não do país envolvido. A prisão ocorre em um contexto de investigação contínua sobre as ações das autoridades filipinas durante o mandato anterior.