O ex-presidente afirmou nesta quarta-feira (26.mar.2025) que deseja conversar com um ministro do STF sobre a individualização das penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A declaração ocorreu após a 1ª Turma do Supremo aceitar, por unanimidade, a denúncia da Procuradoria-Geral da República que o torna réu em um inquérito sobre tentativa de golpe de Estado em 2022. O ex-mandatário destacou que, caso ocorra, o diálogo seria público e em canal aberto, embora não tenha formalizado o pedido.
O STF decidiu prosseguir com a ação penal contra o ex-presidente e outras sete pessoas, acusadas de crimes como golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático e integração a organização criminosa. As penas somadas podem chegar a 43 anos de prisão. O grupo é considerado o núcleo central das investigações, responsável pelas principais decisões relacionadas aos eventos de 2022.
O julgamento deste primeiro grupo de acusados marca o início de um processo que se estenderá a outros núcleos investigados, com datas já definidas para análise até maio. Após a coleta de provas e ouvidas as testemunhas, o Supremo dará vista para alegações finais antes de decidir pela absolvição ou condenação dos envolvidos.