O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou, no dia 6 de março de 2025, sua defesa contra a denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, que o acusa de tentativa de golpe de Estado. Na resposta, seus advogados afirmam que ele é inocente e refutam qualquer envolvimento em uma tentativa de ruptura democrática. A defesa solicita que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue o caso no Tribunal Pleno, ao invés da 1ª Turma, onde as ações penais são analisadas por um número reduzido de ministros.
A defesa também questiona o que consideram um cerceamento de defesa, já que alegam não ter tido acesso completo aos autos do processo. Segundo os advogados, apenas trechos selecionados dos materiais obtidos pela Polícia Federal foram disponibilizados, e a falta de acesso integral prejudica a análise das provas e a indicação de testemunhas. Eles destacam que, embora houvesse insistência, só recentemente foram inseridos recortes de áudios, mas de forma incompleta e sem o material completo necessário para a defesa.
Em sua argumentação, os advogados mencionam que, dado o envolvimento de um ex-presidente da República e a importância do caso, é inadmissível que o julgamento não seja feito no Tribunal Pleno, conforme estabelecido pela Constituição e pelo regimento interno da Corte. A defesa enfatiza que o processo está sendo conduzido de forma desigual, com acesso restrito às provas e com dificuldades para apresentar uma defesa adequada.