O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou de lado um discurso previamente preparado durante um pronunciamento após ser declarado réu pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em um processo sobre tentativa de golpe de Estado. Inicialmente, seguiu um roteiro com declarações discutidas com aliados e advogados, mas, em seguida, passou a improvisar, retomando críticas contra instituições como o STF, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e as urnas eletrônicas. O comportamento lembrava os “cercadinhos” que costumava fazer durante seu mandato.
No meio do pronunciamento, um de seus filhos tentou entregar-lhe um papel, aparentemente para fazê-lo retomar o roteiro ou encerrar a fala, sem sucesso. Seu advogado também tentou interromper, mas o ex-presidente continuou a falar livremente, chegando a tentar abrir espaço para perguntas da imprensa, o que foi impedido. A situação ilustrou a imprevisibilidade de suas declarações quando improvisa.
O discurso misturou acusações infundadas contra autoridades e órgãos públicos, além de mencionar supostas irregularidades no inquérito. A postura reforçou a imagem de um político que, mesmo diante de processos judiciais graves, mantém um tom de confronto com as instituições. O episódio deixou claro o desafio de sua defesa em controlar suas falas públicas em um momento delicado.