O ex-juiz federal J. Michael Luttig criticou duramente a postura do presidente Donald Trump em relação ao judiciário americano, acusando-o de declarar uma “guerra” contra o sistema judicial. Luttig, que atuou no tribunal federal de apelações e é um acadêmico conservador, alertou que o ataque de Trump ao judiciário comprometeria a democracia constitucional, defendida pelos americanos na Guerra Revolucionária. Segundo ele, a independência do judiciário é essencial para o equilíbrio de poder no país.
O ex-juiz ressaltou que o comportamento de Trump, ao desafiar decisões judiciais desfavoráveis e sugerir o impeachment de juízes, coloca em risco a separação dos poderes. Luttig enfatizou que, sem um judiciário independente, não há forma de controlar os abusos de poder, seja do presidente ou de outros membros do governo. Ele observou que as maiorias republicanas no Congresso já demonstraram alinhamento com a postura do presidente.
Nos últimos tempos, Trump intensificou suas críticas ao judiciário, visando juízes que emitiam decisões contrárias às suas posições. Em resposta, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, fez uma rara intervenção, rebatendo as acusações. Outros membros do partido republicano, como o senador John Curtis, também se distanciaram de Trump, indicando que uma abordagem de confronto com o judiciário poderia ser prejudicial ao equilíbrio das instituições.