Na reunião de emergência em Bruxelas, líderes europeus discutiram medidas para reforçar a segurança da Ucrânia e da Europa diante da crescente ameaça russa. Com a guerra na Ucrânia e o risco de novas invasões por parte da Rússia, a União Europeia aprovou um plano de 800 bilhões de euros (cerca de R$ 5 trilhões) para aumentar os gastos com defesa, com o objetivo de reduzir a dependência dos Estados Unidos em questões militares. O projeto inclui regras fiscais mais flexíveis para que os países possam ampliar seus orçamentos militares.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, recebeu apoio da União Europeia, destacando o apoio contínuo ao país em sua luta contra a Rússia. Durante sua visita a Bruxelas, ele expressou gratidão pela solidariedade europeia, contrastando com a recepção menos calorosa em Washington. A França, por exemplo, tem cooperado diretamente com a Ucrânia, fornecendo informações de inteligência, especialmente após a suspensão do apoio dos EUA em áreas cruciais de defesa.
Enquanto isso, a Rússia continua a manter uma postura agressiva, com o presidente Vladimir Putin reafirmando a intenção de não ceder territórios ucranianos. A situação também gerou tensões sobre um possível plano de cessar-fogo envolvendo tropas europeias na Ucrânia, algo que a Rússia vê como uma provocação direta. Apesar disso, Zelensky planeja discutir uma proposta de paz com representantes americanos na Arábia Saudita na próxima semana, buscando um caminho para a resolução do conflito, mas sem comprometer a integridade territorial da Ucrânia.