Os Estados Unidos afirmaram que o Hamas escolheu a guerra ao recusar a libertação dos reféns mantidos na Faixa de Gaza, enquanto Israel realizava seu ataque aéreo mais intenso desde o início da trégua. De acordo com o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Brian Hughes, a negativa do grupo terrorista de liberar os reféns foi uma decisão que prolongou o conflito, em vez de estender o cessar-fogo. O Hamas, por sua vez, culpou os Estados Unidos pelo apoio contínuo a Israel, considerando-o responsável pelos recentes bombardeios que resultaram em centenas de mortes, segundo dados do Ministério da Saúde da Palestina.
Em uma reação, o Hamas declarou que o apoio político e militar dos Estados Unidos à ocupação israelense é diretamente responsável pelos ataques que atingiram a Faixa de Gaza, ressaltando a responsabilidade dos EUA nos massacres e mortes de civis, incluindo mulheres e crianças. A situação na região ficou ainda mais tensa com o aumento dos bombardeios israelenses, que levaram à morte de pelo menos 220 pessoas, conforme informações de equipes de resgate. Esses ataques marcaram o fim de um período de trégua iniciado em janeiro.
Neste contexto de intensificação do conflito, um hospital em Gaza foi cenário de cenas dramáticas, com palestinos em luto realizando orações sobre os corpos das vítimas antes de seus enterros. A violência na região aumentou a pressão sobre os esforços internacionais para resolver a crise, enquanto o governo israelense prometeu continuar sua ofensiva, sem perspectivas imediatas de uma nova pausa nos combates.