Os Estados Unidos confirmaram, na segunda-feira (17.mar.2025), o primeiro surto da gripe aviária H7N9 em uma granja avícola desde 2017. O surto foi registrado em uma fazenda no Estado do Mississippi, que abriga uma grande quantidade de aves. Esse surto se soma à crescente preocupação com outro tipo de gripe aviária, a H5N1, que tem afetado o mercado de ovos e já resultou em um caso de morte humana nos EUA.
O vírus H7N9, identificado inicialmente na China em 2013, é conhecido pela sua alta taxa de mortalidade em humanos, com 616 mortes registradas entre 1.568 casos de infecção, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No entanto, a transmissão do H7N9 entre seres humanos é rara, o que limita o risco de uma disseminação mais ampla. A situação tem gerado apreensão, pois há um aumento da preocupação com a possibilidade de o vírus afetar mamíferos, como vacas leiteiras, o que poderia ampliar os impactos de uma possível nova pandemia.
O surto de H7N9 foi detectado na fazenda no condado de Noxubee, onde cerca de 47.654 frangos estavam em risco. As autoridades sanitárias estão realizando o despovoamento da área afetada para conter a propagação do vírus. A situação continua sendo monitorada pela Organização Mundial para a Saúde Animal, que acompanha a evolução do surto com atenção.