Um estudo apresentado pelo secretário de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia projeta que a liberação da exploração na Margem Equatorial brasileira pode gerar US$ 56 bilhões em investimentos, US$ 200 bilhões em arrecadação governamental e mais de 300 mil empregos. O documento ressalta que a licença ambiental do Ibama para a Petrobras iniciar as atividades precisa ser emitida até abril, a fim de concluir a perfuração até outubro, quando expira o contrato da sonda afretada para a região. A expectativa é que uma reunião entre o presidente da República, ministros e o presidente do Ibama resolva o impasse após o retorno da comitiva oficial do Japão.
A Margem Equatorial é considerada estratégica para a Petrobras repor suas reservas de petróleo, que devem declinar na próxima década. O estudo compara o potencial da região ao do pré-sal, com similaridades às descobertas na Guiana e no Suriname. O poço FZA-M-59, adquirido em parceria com a BP (que posteriormente desistiu do projeto devido a atrasos na licença), está pronto para perfuração, com a Petrobras tendo investido R$ 1 bilhão no projeto e alugando uma sonda a um custo diário de US$ 400 mil.
O único obstáculo remanescente no licenciamento é o tempo de resposta a eventuais vazamentos de óleo, questão que está sendo resolvida com a construção de um novo Centro de Reabilitação de Despetrolização de Fauna (CRD), passível de vistoria a partir de 7 de abril. O documento destaca ainda que a estrutura montada para a bacia Foz do Amazonas é a maior do país, com investimentos equivalentes ao dobro dos empregados nas bacias de Campos e Santos. A decisão sobre a licença pode impulsionar as ações da Petrobras e consolidar a região como nova fronteira energética do Brasil.