Estudantes do curso de Direito de uma faculdade em Sorocaba (SP) desenvolveram um projeto com o objetivo de conscientizar sobre a violência contra a mulher. A iniciativa resultou em uma cartilha chamada Violentômetro, que classifica diferentes situações que podem servir como alerta para comportamentos violentos, ajudando as mulheres a reconhecerem os sinais iniciais de abuso. A ideia surgiu a partir de uma parceria com o Centro de Integração da Mulher (CIM), que oferece suporte a vítimas de violência desde 1997.
A cartilha não só descreve as fases do ciclo da violência, mas também oferece informações sobre como as vítimas podem buscar ajuda por meio de números de contato com órgãos de proteção. Além disso, o material esclarece que a violência contra a mulher não se limita à agressão física, podendo também se manifestar de forma psicológica, sexual ou em comportamentos camuflados, como o controle excessivo e ameaças. A abordagem busca ser discreta para evitar alarmar os agressores e permitir que as mulheres possam buscar apoio de forma segura.
O aumento da violência contra a mulher, especialmente durante a pandemia da Covid-19, foi um dos fatores que motivaram a criação do projeto. De acordo com o professor responsável pela orientação do projeto, os casos de violência doméstica aumentaram consideravelmente, e os alunos conseguiram identificar que, em média, leva-se até 10 anos para que a vítima consiga pedir ajuda. Especialistas afirmam que a educação, a conscientização e a atuação tanto de órgãos públicos quanto privados são fundamentais para combater a violência de gênero e promover a igualdade.