A epilepsia, uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas excessivas no cérebro, afeta milhões de pessoas no mundo, incluindo a estudante Sabrina Leonarda Fideles Chaves, de 29 anos. Diagnosticada tardiamente após crises de ausência e dificuldades no atendimento pelo SUS, Sabrina enfrenta obstáculos como desemprego e falta de acesso a tratamentos multidisciplinares. Mesmo com medicação, suas crises persistem, destacando a necessidade de políticas públicas mais eficazes para pacientes com epilepsia de difícil controle.
Já Erick Medeiros Cruz, geógrafo e professor de forró de 27 anos, recebeu o diagnóstico após uma crise generalizada desencadeada por fotossensibilidade. Ao contrário de Sabrina, ele teve um tratamento bem-sucedido desde o início, com medicamentos que não interferem em suas comorbidades. No entanto, adaptações em seu trabalho, como evitar luzes intensas, são necessárias para prevenir crises. Sua história ilustra como um acompanhamento personalizado pode melhorar a qualidade de vida de quem convive com a doença.
A neurologista Taissa Ferrari Marinho, da Liga Brasileira de Epilepsia, enfatiza a importância da conscientização sobre a epilepsia, desde primeiros socorros até a redução do preconceito. Iniciativas como o Protocolo CALMA, que orienta como agir durante crises, são essenciais para salvar vidas. A especialista defende mais investimentos em pesquisa e educação para avançar no tratamento e inclusão dos pacientes, mostrando que, com o suporte adequado, é possível viver bem mesmo com a condição.