Mais de três meses após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava o Tocantins ao Maranhão, moradores de 13 cidades do estado enfrentam problemas graves devido ao desvio do tráfego de caminhões para rotas alternativas. As estradas estaduais, como a TO-201, não foram projetadas para suportar o volume excessivo de veículos pesados, resultando em asfalto afundado, calçadas destruídas e até esgoto a céu aberto em locais como Tocantinópolis. Comerciantes e moradores relatam transtornos constantes, com ruídos e sujeira causados pela passagem contínua dos caminhões.
O governo do Tocantins alega não ter recursos suficientes para lidar sozinho com a manutenção das vias e pediu ajuda ao governo federal. Enquanto isso, o DNIT anunciou um contrato emergencial para reparar cerca de 80 km de rodovias, com planos de estender os serviços a outros 330 km, mas as obras só devem começar em junho. A demora agrava a situação, deixando caminhoneiros e população local em meio a estradas caóticas e trajetos prolongados.
A AGETO, agência responsável pelas obras no estado, cobra que o governo federal assuma a responsabilidade pela recuperação das rodovias durante a reconstrução da ponte. Enquanto a solução definitiva não chega, as cidades continuam sofrendo com os impactos ambientais, sociais e econômicos causados pelo desvio do tráfego pesado, evidenciando a urgência de uma intervenção eficaz.