A doutora em Comunicação e Semiótica Lygia Maria argumenta que a melhor forma de enfrentar discursos autoritários não é limitando a informação, mas sim ampliando-a. Em entrevista ao WW Especial, ela destacou que a legislação brasileira já prevê mecanismos para lidar com excessos, como crimes de calúnia e difamação. A especialista enfatiza a necessidade de mais espaços de debate que exponham os riscos de ideias fascistas e autoritárias, em vez de recorrer à censura prévia.
Lygia alerta para a crescente judicialização da linguagem e o medo das palavras na sociedade, fenômeno que vai além das redes sociais e atinge até universidades. Ela critica a tentativa de proibir discursos antidemocráticos de forma genérica, defendendo que casos específicos sejam analisados posteriormente pela Justiça, quando houver ofensa comprovada. A abordagem, segundo ela, evita a supressão desnecessária da liberdade de expressão.
O texto também aborda as discussões sobre regulação da internet, especialmente na União Europeia, e as críticas de pensadores libertários a medidas que podem restringir candidaturas políticas. Lygia defende um equilíbrio entre combater discursos perigosos e preservar a liberdade de expressão, adaptando princípios democráticos ao contexto digital sem extremismos. O programa WW Especial, apresentado por William Waack, exibe a entrevista aos domingos nas plataformas da Brasil.