Em Porto Alegre, um esquema de corrupção envolvendo a Secretaria Municipal de Educação foi descoberto, com foco na manipulação de compras públicas. A Ata de Registro de Preços, ferramenta destinada a facilitar a aquisição de produtos e serviços pelo poder público, foi utilizada para fraudar licitações e direcionar contratos. A investigação revelou que livros didáticos comprados para escolas municipais foram armazenados em condições inadequadas e, após mais de um ano, estavam danificados em um galpão da Prefeitura.
Durante as apurações, foi constatado que parte do processo de compra dos livros estava atrelado a um esquema de corrupção, que envolvia o pagamento de propina. Segundo as investigações, um apartamento foi adquirido com recursos provenientes das transações fraudulentas, configurando um exemplo claro de desvio de verba pública. A operação resultou na prisão de sete pessoas, incluindo a ex-secretária de Educação do município, que à época era responsável pelas aquisições.
Em resposta às acusações, a Prefeitura de Porto Alegre afirmou que tomou medidas corretivas para enfrentar o problema e repudia o uso indevido de recursos públicos. A Secretaria de Educação, por sua vez, justificou que a entrega dos livros estava programada para ocorrer no segundo semestre de 2024, mas foi adiada devido a uma enchente que atingiu o local de armazenamento. A situação gerou grande repercussão, destacando a importância de fortalecer a fiscalização nas compras públicas.