O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, declarou que o Hamas é o principal responsável pelos novos confrontos em Gaza, após rejeitar uma proposta de cessar-fogo que poderia ter evitado a intensificação dos ataques. Segundo Witkoff, o grupo terrorista teve várias oportunidades para desmilitarizar-se e aceitar acordos, mas optou por seguir em conflito. Ele também reafirmou o apoio dos EUA ao Estado de Israel e destacou a responsabilidade do Hamas nas mortes recentes, que somam centenas de vítimas.
A situação em Gaza se agravou depois do fim de um cessar-fogo alcançado em janeiro, que trouxe algumas semanas de relativa tranquilidade. No entanto, as tentativas de prolongar a trégua fracassaram, levando Israel a retomar seus ataques aéreos e mobilizar tropas em várias regiões da Faixa de Gaza. As autoridades palestinas informaram que o número de mortos aumentou consideravelmente desde o reinício dos bombardeios, com mais de 50 mil palestinos mortos até o momento.
Witkoff também comentou sobre o plano de prolongamento do cessar-fogo, que havia sido proposto para estender a paz durante os feriados religiosos, mas não teve sucesso. O enviado dos EUA afirmou que os Estados Unidos estariam dispostos a dialogar com o Hamas, mas que é essencial identificar o agressor no conflito. A escalada de violência teve início após os ataques do Hamas a comunidades israelenses em outubro de 2023, resultando em um grande número de vítimas e sequestrados.