Em várias cidades russas, como Murmansk, Arkhangelsk e Vladivostok, estão sepultados 663 militares britânicos. A maioria das mortes ocorreu logo após a Primeira Guerra Mundial, quando tropas aliadas foram enviadas para apoiar as forças brancas no contexto da Guerra Civil Russa contra os bolcheviques. Além disso, 41 dos mortos eram vítimas dos combates nas rotas do Ártico durante a Segunda Guerra Mundial. As sepulturas desses militares foram cuidadas ao longo das décadas pela força militar russa e por contratados privados pagos pela Commonwealth War Graves Commission, do Reino Unido.
Contudo, a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin gerou uma série de sanções econômicas que impossibilitaram o Reino Unido de continuar financiando a manutenção dessas sepulturas. Este cenário gerou uma interrupção no financiamento da manutenção dos cemitérios, afetando diretamente o cuidado prestado por entidades terceirizadas. A manutenção das sepulturas, que historicamente contou com recursos do governo britânico, passa a enfrentar novas dificuldades com o atual contexto político e econômico.
Esse desenvolvimento reflete uma tensão crescente nas relações entre o Reino Unido e a Rússia, que agora se vê diante de um dilema sobre como garantir o respeito às sepulturas de soldados britânicos sem o suporte financeiro de Londres. Em meio a esse impasse, alternativas para assegurar o cuidado das sepulturas estão sendo discutidas, com o objetivo de preservar a memória dos militares que perderam suas vidas durante os conflitos no território russo.