O transtorno bipolar, marcado por episódios de mania, hipomania e depressão, afeta entre 1% e 5% da população global, segundo a OMS, impactando rotina, relações e saúde mental. Neste 30 de março, Dia Mundial do Transtorno Bipolar, busca-se combater estigmas e desinformação, já que a condição é frequentemente reduzida a “mudanças de humor”, quando, na realidade, envolve alterações complexas e duradouras. A psicóloga Elyasmim Sobral destaca que o transtorno se desenvolve ao longo do tempo, afetando não apenas o indivíduo, mas também suas conexões sociais, familiares e profissionais.
A doença, homenageada em março em referência a Vincent Van Gogh (que possivelmente a vivenciou), manifesta-se mais em jovens de 15 a 25 anos, mas também em adultos entre 45 e 55. Sintomas como impulsividade, irritabilidade e projetos irreais aparecem na fase de mania, enquanto a hipomania gera conflitos íntimos e a depressão pode surgir após esses episódios. Pessoas próximas costumam notar as primeiras mudanças, reforçando a importância do diagnóstico precoce para reduzir impactos negativos.
O tratamento multidisciplinar, incluindo acompanhamento psiquiátrico e psicológico, é essencial para melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família, que também precisa de suporte. A data serve como alerta para a necessidade de conscientização e quebra de estigmas, incentivando a busca por ajuda profissional e o entendimento da condição como uma questão séria de saúde mental.