Um engenheiro de 27 anos foi condenado a 5 anos e 5 meses de prisão em regime semiaberto por tentativa de homicídio simples privilegiado. O júri popular, composto por 4 homens e 3 mulheres, emitiu o veredito no início da madrugada após um julgamento que começou na quinta-feira (27) no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte. O crime ocorreu em 2016, quando o acusado agrediu uma vítima na saída de uma boate, motivado por ciúmes.
A vítima, então estudante de medicina, sofreu traumatismos cranianos, sangramento no ouvido e lesões em várias partes do corpo, ficando mais de 20 dias hospitalizada. As agressões resultaram em sequelas permanentes, incluindo perda auditiva, paralisia facial e dificuldades na fala. O acusado foi preso após o crime, solto e depois detido novamente, cumprindo monitoramento eletrônico até 2018, quando recebeu alvará de soltura.
O juiz Luiz Felipe Sampaio Aranha determinou que o condenado não terá direito a recorrer em liberdade. O caso, que ganhou repercussão na época, ilustra as consequências graves da violência física e os impactos duradouros sobre as vítimas. A sentença encerra um capítulo judicial que se arrastava desde 2016.