Três municípios da Região Norte do Brasil estão em estado de emergência devido às cheias dos rios no Amazonas. Em Boca do Acre, o Rio Purus invadiu casas, obrigando a Prefeitura e a Marinha a distribuírem água potável e oferecerem atendimento médico por meio de balsas. Em Tabatinga, os moradores construíram pontes improvisadas com madeira fornecida pelo município para lidar com o aumento do nível do Rio Solimões. Já em Humaitá, o Rio Madeira inundou estradas rurais, dificultando o acesso de crianças às escolas.
Apesar dos desafios, especialistas do Serviço Geológico do Brasil preveem uma cheia dentro da normalidade para 2025, após dois anos de seca extrema. No entanto, cidades como Itacoatiara e Parintins, que recebem afluentes do Rio Madeira, podem enfrentar enchentes mais severas. O ciclo hidrológico na Bacia Amazônica, que leva meses para subir e descer, está em fase de recuperação, mas ainda preocupa comunidades vulneráveis.
Enquanto isso, a Secretaria de Infraestrutura de Humaitá trabalha para recuperar estradas e garantir o acesso à educação. Moradores relatam dificuldades, como crianças perdendo aulas e atividades escolares devido às condições das vias. A situação reforça a necessidade de medidas contínuas para mitigar os impactos das cheias na região.